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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Saberes, sabores e odores da expansão portuguesa


 Na feitoria de Pereira

Saberes, sabores e odores da expansão portuguesa e que, por sugestão dos alunos, aconteceu na feitoria de Pereira, no dia 27 de janeiro, foi mais uma atividade integrada no PAA do DCSH e no âmbito das iniciativas evocativas dos 500 anos da viagem de circum-navegação promovida por Fernão de Magalhães.

A consolidação dos conteúdos programáticos foi o objetivo deste trabalho, que pretendeu fazer uma recriação retrospetiva das etapas da expansão marítima portuguesa e do contacto com novos espaços e culturas e as respetivas partilhas, dos quais todos saíram enriquecidos, numa globalização de saberes, sabores e odores.

Assim, os alunos do 8º A quiseram partilhar as suas aprendizagens históricas e convidaram os colegas do 4º ano H a embarcar a bordo das caravelas, ligar o motor da imaginação, aventurar-se no mar da História e ir à descoberta de novos espaços e à procura de novas riquezas.


O “infante D. Henrique” fez o convite e a tripulação embarcou animada ao som da música “O barco vai de saída”- interpretada por Fausto.




Ceuta foi a primeira etapa, a cidade foi conquistada, mas os objetivos económicos não se concretizaram e o fracasso empurrou o barco para “mares nunca dantes navegados”.

 Oficializaram-se as primeiras descobertas, venceram-se medos, desmentiram-se lendas. Gil Eanes encontrou as chaves que abriram as portas para África. Ao longo da viagem, gritou-se, muitas vezes, “Terra à vista!” ecoando nos ouvidos da tripulação esgotada e, por vezes, desalentada, a voz divina, como reconhecimento por tamanhos perigos e sacrifícios, “mais do que prometia a força humana”.
Deixaram escrito o nome de Portugal na costa africana, enfrentaram o “Adamastor” e chegaram finalmente à tão sonhada e desejada Índia. Entre uma viagem e outra e com mais “vagar e pelo seguro” chegaram ao Brasil. 





 Conhecemos e demos a conhecer o Mundo, demo-nos a conhecer ao Mundo. Carregámos caravelas e naus com especiarias  e com elas  descarregámos na “casa da índia”  e entrámos pela porta nobre  dos heróis do mar  saudados pela música “conquistador” interpretada pelo grupo Da Vinci.


 Esta “viagem” decorreu nos vários espaços/corredores da escola EBI de Pereira, de salientar: o átrio principal, onde os alunos simularam com vários adereços e produtos o continente africano e americano,




 a sala dos alunos- bar- a casa da India, onde a comunidade educativa podia degustar várias iguarias confecionadas com ingredientes provenientes dos espaços descobertos e na biblioteca escolar- A India- cuja decoração e o espaço recriado era digno de um qualquer samorim. 

Aqui, não faltaram as sedas, as especiarias e as porcelanas. A “tripulação” teve oportunidade de saber a que sabiam e a que cheiravam as especiarias e ter na palma da mão um “pedacinho” da India.





 A atividade, integrada nos DAC, foi realizada em articulação com as disciplinas de História, Educação Tecnológica e Português e contou com a colaboração dos professores de Matemática, Geografia, Educação Visual, Formação Social e Pessoal e Física- Química. Também a biblioteca escolar, os encarregados de educação e assistentes operacionais deram o seu contributo para a concretização desta iniciativa.
 De salientar que todos os alunos se envolveram na atividade, com entusiasmo empenho e responsabilidade, pelo que todos estão de parabéns.


Mais uma aula diferente, num espaço diferente, com uma turma diferente, onde  a colaboração, a interajuda e a partilha  ficou bem destacada/ registada no sumário desta aula .E, onde todos  os  docentes contribuíram para a aquisição  de competências dos alunos.
A tripulação teve ainda o prazer de ser acompanhada, ao longo da viagem , por colegas de outras turmas, professores e a todos agradecem  o envolvimento. Um agradecimento muito especial e que tanto nos honrou foi a presença da mãe do infante D. Henrique (encarregada de educação do Diogo Moura) que aceitou o convite enviado pelos alunos, na qualidade de representante dos encarregados de educação. Bem-haja  pela disponibilidade.